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Dados Históricos

DIAGNÓSTICO DO MUNICÍPIO DE TAQUARUÇU DO SUL

a)Histórico

Taquaruçu do Sul recebeu este nome porque em 1919, descendentes de imigrantes italianos, oriundos da região colonial da Serra Gaúcha (Guaporé) e da “Quarta Colônia” (Júlio de Castilhos e Cachoeira do Sul, hoje Nova Palma, Ivorá e Faxinal do Soturno) estabeleceram-se nas terras do interior de Frederico Westphalen. Ao se fixarem nessas terras, avistaram uma fonte de água encoberta por taquaruçus. Então, esta localidade passou a denominar-se Taquaruçu.
Esses descendentes de imigrantes italianos tiveram como primeiras atividades ao se estabelecerem, o cultivo da terra e a criação de gado. Logo surgiu o primeiro núcleo de moradores, que, com o passar do tempo foram criando condições de infra-estrutura necessárias à efetivação do município autônomo e independente.
No dia 15 de julho de 1985, foi eleita a Comissão Emancipacionista, tendo como meta imediata a conquista da autonomia política e administrativa do então distrito de Taquaruçu, desmembrando-o do município de Frederico Westphalen, o que foi conseguido, após dois anos de trabalhos intensos de convencimento da população e de coleta de dados para convencer as autoridades. Essa tarefa coroou-se de êxito, quando, no dia 20 de dezembro de 1987, foi realizado o plebiscito, com o aval de 91,55% dos eleitores, que compareceram às urnas, aprovando a emancipação.
O Município de Taquaruçu do Sul foi criado pela Lei nº 8.599/88, assinada pelo Governador do Estado no dia 09 de maio 1988, sendo instalado no dia 01 de janeiro de 1989. Esta lei foi alterada pela Lei nº 8.972, de 08 de janeiro de 1990, que retificou os limites com os municípios vizinhos e corrigiu sua área.

Aspectos geográficos

O Município de Taquaruçu do Sul conta com uma área de 77,74 km² e limita-se ao Norte, com o Município de Palmitinho e Vista Alegre; a Leste, com o Município de Frederico Westphalen; ao Sul, com o Município de Seberi; e, a Oeste, com o Município de Erval Seco. Compondo juntamente com outros 23 municípios o Conselho de Desenvolvimento do Médio Alto Uruguai – CODEMAU, pertencendo também a AMZOP – Associação dos Municípios da Zona da Produção.
Situa-se a uma distância de 420 km da capital do estado. A sede está localizada na latitude 27° 25’ Sul e longitude 23° 27’ Oeste. Tendo como altitude máxima 549 metros.
De acordo como os dados preliminares do IBGE (2007), a população do município é de 2.849 habitantes, distribuída em 1097 domicílios. No Censo de 2000, a distribuição da população era de 68,23% no meio rural, caracterizando a realidade rural municipal, ainda existente no município.
No aspecto viário, Taquaruçu do Sul é cortado, no sentido Leste-Oeste, pela RSC 472, toda asfaltada, que interliga a BR 386 - Estrada da Produção - com a Região Celeiro e Oeste do Estado, por onde escoa a produção dessas duas regiões em direção ao centro do país, conferindo uma posição estratégica para investimentos no que se refere principalmente ao agronegócio.
Na questão de hidrografia os principais rios do município são o Rio Fortaleza e o Rio Guarita, que pertencem ao Comitê de bacia do Rio da Várzea. O relevo é ondulado a fortemente ondulado recortado por pequenos córregos e lajeados que formam as bacias dos referidos rios.

Comunidades

Um fator importante do município é a forte organização social, um legado histórico dos colonizadores que fundaram e construíram as estruturas de 19 (dezenove) comunidades no interior do município. Na sede do município e em todas comunidades foram organizadas: a área de lazer (sede social, clube de futebol); estrutura educacional (escolas em praticamente todas, sendo que atualmente apenas na linha Fátima está em funcionamento); e religiosa (capelas na grande maioria).
A relação das comunidades do município encontra-se abaixo, e no mapa político:

- Linha Volpatto
- Linha Chielle/Pessotto
- Linha Casaril
- Linha Piaia
- Linha Pessegueiro
- Linha Barra do Fortaleza
- Linha Rincão
- Linha Fátima
- Linha Cerro Alto
- Linha Travessão Seco
- Linha Dez de Novembro
- Linha Três Fronteiras
- Linha Santo Antônio
- Linha Balestrin
- Linha Turchetto
- Linha Sete de Setembro
- Linha Zanatta
- Linha Novo Sobradinho
- Linha Granja Velha


Aspectos econômicos

O município de Taquaruçu do Sul possui uma boa infra-estrutura montada na parte de produção agropecuária. No comércio e na indústria ainda existe uma grande dependência e relação com o município de Frederico Westphalen, o qual é considerado pólo regional.
No decorrer dos anos, as administrações municipais, preocupadas com o desenvolvimento do município, vêm buscando recursos e investindo em vários setores da economia, visando proporcionar a sustentabilidade e melhores condições de vida para a população.

Setor Agropecuário

Tradicionalmente, a produção agropecuária é basicamente de matéria-prima que é comercializada no município e parte diretamente nas indústrias localizadas fora do município. Dessa forma, a agregação de valor à produção ainda é muito pequena.
O setor agropecuário busca a diversificação de suas atividades, para que haja sustentabilidade, com ações dos próprios agricultores e entidades governamentais e não governamentais ligadas ao setor, com destaque para a suinocultura, a produção de leite e a cultura de fumo.
A suinocultura é a principal atividade agropecuária do município, representando 64,22% da produção. Até o início da década de 90, a suinocultura era praticada pela grande maioria das mais de 450 famílias de agricultores do município. Com o avanço tecnológico e a intensificação das relações com as empresas integradoras, a produção aumentou, porém concentrou-se, sendo que, existe atualmente 39 suinocultores divididos nos seguintes sistemas de produção: ciclo completo, unidade produtora de leitões, crechário e terminação. Todos os suinocultores do município são sócios da Associação dos Suinocultores de Taquaruçu do Sul – ASTASUL.
A cultura do fumo representa 18,21% da produção e é desenvolvida, principalmente, nas áreas mais declivosas, onde não é possível a mecanização e em propriedades onde há mão-de-obra disponível, sendo que esta cultura agrega maior valor por área cultivada.
Em terceiro lugar aparece a produção de leite, com 8,72% da produção, que vem crescendo a cada ano, proporcionando aos agricultores familiares uma renda mensal e estimulando-os a permanecer no campo. Destaca-se como um dos fatores para o fortalecimento desta atividade no município, a criação da Associação dos Produtores de Leite de Taquaruçu do Sul – APROLTASUL.
A produção de grãos no município vem perdendo espaço, principalmente a cultura da soja, afetada pelas freqüentes estiagens. Em substituição a estas atividades, estão surgindo outras culturas permanentes menos suscetíveis a falta de chuva, como é o caso dos citros, com destaque para a laranja.
Nas unidades de produção familiar, que são a maioria no município, a atividade de produção para a subsistência tem uma importante estratégia para sua manutenção, mesmo que os dados não apareçam nos índices econômicos.

Setor Industrial

Existe no município uma área devidamente demarcada e com infra-estrutura implantada, destinada à instalação de indústrias, sendo que no local encontra-se instalada uma empresa de reciclagem de plástico, gerando 23 empregos e uma fábrica de vasos, com 3 funcionários. Esta área é pública e localiza-se às margens da RSC 472, na entrada da cidade, apenas 5 km da BR 386.
Além desta indústria existem ainda as seguintes:

- Deda: Indústria de Produtos de Higiene Ltda – 6 empregos
- Marcenaria São Francisco de Pacheco e Argenta: fabricação de móveis e esquadria em geral– 10 empregos
- Esquadrias Argenta: fabricação de móveis e esquadrias em geral – 2 empregos
- Metalúrgica Argenta – 2 empregos
- Metalúrgica Cadoná – 2 empregos
- Fattos – camisaria – 14 empregos
- Carvoaria – Melchior Ficagna

No território do Município, no rio Fortaleza, existe uma Pequena Central Hidroelétrica, de propriedade da CRELUZ, que gera energia elétrica, contribuindo, também, para a geração de mais riqueza para Taquaruçu do Sul.
A indústria representou, no ano de 2006, 9,09% do retorno de ICMS para o município, um valor relativamente baixo se comparado com os dados do Estado e levando em conta o potencial existente de transformação da matéria prima produzida localmente.
Neste sentido, existe no município uma pequena agroindústria de produção de canjica. Esta agroindústria é administrada pela Associação de Desenvolvimento Comunitário de Taquaruçu do Sul – ADCTS – a qual é composta por famílias de todas as comunidades do município. A agroindústria está localizada na Linha Chielle/Pessotto. A produção está sendo comercializada com a Corac – Cooperativa Regional da Agricultura Camponesa, e também para a merenda escolar do município, sendo que para o funcionamento da agroindústria são necessárias três pessoas.
Cabe ressaltar que através da administração municipal em conjunto com o Conselho Municipal de Desenvolvimento Agropecuário – COMDAPE está sendo elaborado um programa de incentivo às agroindústrias familiares.

Comércio e Serviços

No setor de comércio e serviços há uma grande diversificação, mesmo com poucos estabelecimentos, sendo que representou, no ano de 2006, 16,67% do retorno de ICMS para o município.
Com a implantação do CESNORS – Centro de Educação Superior Norte – RS, a 2 km da sede do município, a tendência é que este setor venha a se desenvolver cada vez mais.
A seguir a relação das empresas e organizações existentes nos setores de serviços e comércio:

Setor de Serviços

Associação Comunitária Radiodifusão – atividade de rádio
Bassani, Chielle e Zanatta Psicologia Ltda - serviço de psicologia e psicanálise
Belonir Luiz Sponchiado Corretora de Seguros - serviço de corretores e agentes de seguros
Construtora e Incorporadora Albrun Ltda
Cooperativa de Crédito Rural Alto Uruguai - Sicredi
Cooperativa Energia e Desenvolvimento Rural do Médio Uruguai - Creluz
Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos
João Batista Chiele – Transporte de adubo orgânico líquido
Nadir A. Sponchiado – Mecânica do Sambinha
Scheila P. Ficagna – coleta de resíduos não-perigosos
Sindicato dos Trabalhadores Rurais - STR
Sociedade Filantrópica São Roque – atividade de atendimento hospitalar
Transportes Batalin Ltda – Transporte de leite
Albino Chiele - Taxista
Alcides Dos Santos - serviço de calceteiro
Diego Fernando Volpatto - inseminador
Fernando Francisco Panosso - Escritório de Contabilidade
Flavio José Albarello - atividade odontológica
Heliane Maria Frizon Gambin - Cabeleireira
Iara Adriane Sponchiado - Fotógrafa
Ivete Terezinha Gasparini - Cabeleireira
Jaci da Rosa - taxista
João Alberto Rodrigues Dos Santos - projetista
Junior Francisco Pich - mecânica e chapeação
Leonir José Gambin - construtora
Lurdes Stival Piaia - Cabeleireira
Marcelo Cerutti Audino - Médico
Marcos Antonio Lazaroto – Escritório de advocacia
Tiago Ferreira Da Silva - taxista
Vera Lucia Martins de Souza - Cabeleireira
Vilson Sponchiado – Contador autônomo

Setor de Comércio

Agroloja Logista Transporte Ltda
Alcides Argenta – Madeireira Argenta
Antonio Zancan – Bar e Armazém
Aquarela Papelaria Presentes e Confecções Ltda
Auto Posto Bellenzier Ltda
Auto Posto São Roque – comércio de combustíveis para veículos automotores (em fase de instalação)
Bazar e Confecções Arco Íris Ltda - comércio de artigos de armarinho
Bar e Restaurante Blanco Ltda - bar e restaurante
Cadoná e Cadoná Ltda - serviço de manutenção de computadores e comércio de equipamentos e suprimentos de informática
Celço Lunardi - serviço de manutenção de computadores e comércio de equipamentos e suprimentos de informática
Centenaro & Centenaro Ltda - Loja de calçados e confecções
Cooperativa Tritícola Frederico Westphalen Ltda
Drogaria Turchetto Ltda
Editec Comércio e Serviços Eletrônicos Ltda - comércio de eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo
Eliete Casal – Loja de móveis e eletrodomésticos
Fabiana Rafaelli Freo - Materiais de Construção
Geni Pessotto - Bazar
Giba Materiais de Construções Ltda - comércio de materiais de construção
Gilmar Argenta – Madeireira Argenta
Ivan Moises Argenta - Agroveterinária
Jair Antonio Zancan – ME - Farmácia
Jovani Liberalesso - transportadora
Luiz Blanco Alves & Cia Ltda – Mercado e açougue
Luiz Dos Santos - bar
Marisa Onilda Canci - Agropecuária
Mercado Irmãos Zanchet Ltda
Mercado L. Z. Ltda
Nelso Zanatta & Cia Ltda
Nilda Brisola – confecções
Nostra Terra Comércio e Representações Ltda - Agropecuária
Paulo R. Bernardi - bar
Piaia & Azeredo Ltda - Bar
Rosalia J. C. Dall Asta – auto-elétrica
Selmar Marion – comércio de peças e acessórios para motocicletas e motonetas
Sidinei Lunardi - Informática
Supermercado Zanchet Ltda
Turchetto Comércio e Representações Ltda
Wilson Balestrin - Bar
Breno Sponchiado – extração de pedras e basalto
Zanchet móveis e materiais de construção

Infra-estrutura e serviços públicos

No município existem três estabelecimentos bancários: Sicredi Alto Uruguai – Unidade de Taquaruçu do Sul, e dois postos avançados: Banrisul – Agência de Frederico Westphalen e Caixa Econômica Federal – Agência de Frederico Westphalen, além do Banco Postal Bradesco nos Correios
Na área de comunicação, em Taquaruçu do Sul, existem muitas linhas telefônicas, com telefones convencionais, além de um grande número de celulares, abrangendo assim, também o interior do município. Existe também agência de Correios e Telégrafos, e assinaturas dos principais jornais do estado e região. O grande marco da comunicação no município foi a instalação da Associação Comunitária Radiodifusão – A Rádio Comunitária Taquaruçu FM com abrangência em todo o município, servindo como um rápido meio de comunicação de massas.
A eletrificação atinge praticamente 100% das famílias taquaruçuenses, sendo que as mesmas são atendidas pelos serviços da Creluz e da RGE.
No setor da educação o município possui três escolas municipais e uma escola estadual, que contam atualmente com 638 alunos matriculados no Ensino Fundamental e Médio. Estima-se que existem aproximadamente 200 alunos do município cursando o Ensino Superior. Existe transporte escolar municipal para todos os alunos, desde a educação infantil até o ensino superior. Segundo o Censo do IBGE de 2000, a taxa de alfabetização no município é de 91,1%.
O município de Taquaruçu do Sul conta com um Centro Municipal de Saúde, onde são oferecidos diversos serviços à população, desde o atendimento básico até o atendimento hospitalar de baixa complexidade. Merecem destaque os bons indicadores de saúde alcançados, como: ausência de mortalidade infantil desde 2001, acompanhamento de gestantes, diabéticos, hipertensos, cobertura de vacinação em crianças e influenza em idosos, entre outros. Vários programas na área da saúde são desenvolvidos, como Programa Saúde da Família - PSF, Primeira Infância Melhor – PIM, que cobrem 100% do município, além dos programas de planejamento familiar, saúde bucal e escola de educação em saúde. No ano de 2006, 21% dos recursos municipais foram investidos em saúde.
O município de Taquaruçu do Sul possui aproximadamente 830 famílias, sendo que a maioria delas, 60%, reside no meio rural, local onde a qualidade da água que é consumida, apesar de ter melhorado, continua a desejar. A área urbana recebe água da CORSAN, oriunda da cidade de Palmitinho, onde é captada no rio Guarita e após receber tratamento, abastece também as cidades de Palmitinho, Pinheirinho do Vale e Vista Alegre.
No interior do município existem vários sistemas de abastecimento coletivos, as chamadas redes comunitárias, oriundas de Poços Artesianos ou Nascentes Superficiais, que levam água sem tratamento para a maioria das famílias. Algumas ainda utilizam sistemas individuais de abastecimento de água, através de Poços ou Nascentes.
Estima-se que 70% dos domicílios urbanos e 60 % dos domicílios rurais possuem filtros ou purificadores de água, com o objetivo de melhorar a qualidade da mesma e reduzir os riscos para a saúde.
A secretaria Municipal da Saúde está, juntamente com as comunidades providenciando a implantação de sistemas de tratamento nas fontes que apresentam necessidade.
O saneamento básico é uma questão que gera muita preocupação. Está em fase de implantação o sistema de coleta e tratamento do esgoto da área urbana que beneficiará cerca de 200 residências atingindo aproximadamente 770 habitantes, 70% da população urbana.
O Sistema de Esgoto Sanitário de Taquaruçu do Sul será constituído de Rede Coletora, Estações Elevatórias e de ETE (Estação de Tratamento de Esgoto). A rede coletora será localizada entre as ruas Padre Anchieta, Vista Alegre, Modesto Garcia, Rio de Janeiro e outras nas imediações. Serão construídas duas Estações Elevatórias (EE). A construção da EE1 será próxima a Rua Miguel Couto e da EE2 na Rua Vista Alegre. A ETE será localizada na Rua Chile numa área de 2223,70 m2, atendendo todas as recomendações técnicas necessárias. A vazão máxima do sistema será de 321 m3/dia podendo beneficiar até 1115 habitantes.
No restante da área urbana, segundo levantamentos da Secretaria de Saúde cerca de 60% possuem sistema de tratamento com fossa asséptica. O restante das residências o esgota é direcionado para “poço negro”, ou seja, fossa sem tratamento.
No meio rural a questão do esgotamento sanitário avançou com aplicação de programas governamentais como o RS Rural e os agentes comunitários de Saúde. Segundo dados do Sistema de Informação de Atenção Básica 95% das residências o destino do esgoto sanitário é a fossa, apenas 3,6% são colocados a “céu aberto”.
Em parte da cidade há rede de esgoto pluvial, sendo que também existem recursos para a ampliação e melhoramento da mesma.
Atualmente o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de nosso município é de 0,769.

Organizações Sociais

Considera-se uma questão relevante às organizações sociais na forma de associações, conferindo um forte Capital Social, com um histórico de organização comunitária, contando hoje com as seguintes organizações:
- Sindicato de Trabalhadores Rurais – STR,
- Associação dos Produtores de Leite de Taquaruçu do Sul - APROLTASUL,
- Associação dos Suinocultores de Taquaruçu do Sul - ASTASUL,
- Associação dos Fruticultores de Taquaruçu do Sul - AFRUTAS ,
- Movimento dos Pequenos Agricultores - MPA,
- Associação de Desenvolvimento Comunitário de Taquaruçu do Sul - ADCTS,
- Associação Comercial e Industrial de Taquaruçu do Sul - ACITS,
- Sindicato dos Municipários de Taquaruçu do Sul – SIMTASUL,
- Associação dos Estudantes de Taquaruçu do Sul - AETS.
- Quatro grupos de agricultores, organizados em associações, com a finalidade de gerenciar a Patrulha Agrícola – máquinas e equipamentos cedidos pela Prefeitura Municipal que prestam serviços aos agricultores associados.
- Em cada comunidade do interior e na cidade existe uma sede comunitária, com objetivo religioso e de lazer.
Ressalta-se que apresentando um histórico de organização social e de construção do desenvolvimento comunitário a participação da sociedade é efetiva nos fóruns de decisão, não sendo diferente na questão ambiental, no que se refere ao Conselho Municipal do Meio Ambiente.

FATORES AMBIENTAIS

Fatores Abióticos

Clima
O clima característico de nosso município é o subtropical úmido, conforme a classificação de Köppen, sujeito a bruscas mudanças de tempo em qualquer época do ano, provocadas por sucessivas invasões de frentes frias de origem polar. A temperatura média anual é de 19ºC, sendo grande a variação térmica sazonal. Os verões são quentes e os invernos rigorosos. A precipitação pluviométrica média anual é de 2.300 mm nos últimos dez anos, porém concentrada em alguns períodos do ano (Emater, RS).

Geologia
Os solos do município de Taquaruçu do Sul derivam da decomposição de rochas basálticas, apresentando características físicas diversas: argilosos, francos, até levemente arenosos. Quimicamente são ácidos, apresentando no geral deficiência acentuada de fósforo (Emater, 2002).
De acordo com Sponchiado (1986), a decomposição do basalto não é total, pela observação do desnível da profundidade dos solos do município. As rochas, sob a ação do intemperismo, determinam o perfil do solo.

Pedologia
Os tipos de solos predominantes são:
- Latossolo vermelho aluminoférrico típico (Erechim) - solos muito profundos e homogêneos, com boa aptidão agrícola, desde que corrigida a sua fertilidade química, sendo que as maiores limitações referem-se aos elevados teores de alumínio.
- A associação Chernossolo Argilúvico férrico típico (Ciríaco) x Neossolo Litólico eutrófico chernossólico (Charrua), sendo que o primeiro, é um solo escuro, com alta fertilidade química, porém ocupa áreas pequenas, em relevo ondulado a fortemente ondulado, o que dificulta a mecanização, exigindo práticas conservacionistas intensivas. Oferece condições para uso com culturas anuais, fruticultura, pastagens e reflorestamento. Enquanto o segundo tipo de solo da associação é solo novo, pouco desenvolvido, ocorrendo em relevo ondulado a fortemente ondulado, em geral pedregosos com afloramento de rochas. Por terem baixas tolerâncias de perdas de solo por erosão hídrica, apresentam fortes restrições para culturas anuais.

Geomorfologia
O relevo possui patamares estruturais, de topografia suave ondulada até montanhosa, que descem ao norte e oeste em direção à calha do Rio Uruguai, pelo Rio Pardo e Lajeado Marion e ao sul em direção à calha do Rio Fortaleza, afluente do Rio Guarita, pelos Lajeados Taquaruçu, Amadeo e Pessegueiro (Emater, 2002).
A altitude da sede do município é de 549 metros, e 210 metros na Foz do Rio Fortaleza, que deságua no Rio Guarita.
70,99 % da área total do Município são áreas adequadas para práticas agrícolas, pois possuem de 0 a 13% de declividade.
Salienta-se que até 8% de declividade são terras favoráveis ao uso de máquinas agrícolas e à cultura de grãos, sem muitas restrições. Já, onde a declividade é de 8 a 13%, encontram-se algumas restrições, sendo necessária a administração de algumas práticas conservacionistas.
As áreas com 13 a 20% de declividade correspondem a 14,42% da área total do município, com predomínio da associação Chernossolo x Neossolo. Nesses locais pode-se cultivar fumo, citros e pastagens.
O restante da área, 14,59%, possui de 20 a 100% de declividade, com predomínio da associação Chernossolo x Neossolo, área destinada ao reflorestamento e à regeneração de mata nativa.

Hidrologia
O município de Taquaruçu do Sul pertence à Bacia Hidrográfica do Rio Uruguai, subdivisão hidrográfica do Várzea.
São diversos os cursos d’água no território municipal, destacam-se como de maior importância os Rios Fortaleza e Guarita que, juntos, somam aproximadamente 30 km de extensão por território taquaruçuense. Deságuam nestes mananciais os Lajeados Pessegueiro, Taquaruçu, Amadeo, além do Rio Pardo, que tem sua foz no Rio Uruguai, totalizando mais 100 km de cursos de água, permanentes e intermitentes, conforme mapa (anexo 04).
Ao longo do Rio Fortaleza, na Linha Granja Velha, existe uma pequena central de geração de energia elétrica. Com capacidade instalada de 1 MW, ou seja, potencial de geração/mês de 720.000 KWh. Mas devido as oscilações no fluxo de água a média gerada é de 520.000 KWh/mês.
É importante destacar que neste mesmo rio encontram-se diversos pontos, com quedas d’água e curvas acentuadas, que poderão ser aproveitados não só para novos investimentos na geração de energia, mas, e, sobretudo, para o desenvolvimento do turismo ecológico e de lazer.

Usos e ocupação da terra no município
A área destinada à agricultura do Município apresenta-se dividida entre as culturas de milho, soja, feijão, fumo e citros; sendo esses os principais produtos agrícolas produzidos no Município anualmente.
No Município de Taquaruçu do Sul, foram classificados e identificados cinco tipos de usos da terra para a paisagem, sendo eles: mata, agricultura, pastagem, água e capoeira. Pode-se verificar nestes dados a evolução de três décadas da ocupação da terra no município de Taquaruçu, caracterizando o processo de uso antrópico que é modificado no decorrer dos anos pelos processos de produção adotados.
Houve aumento da área de vegetação permanente no município, caracterizada com mata e capoeira, que pode ser explicada relacionando com o processo de produção agropecuária que se modificou no decorrer deste período.
Na década de 80, do século passado, encontrava-se no fim do período de produção manual, com grande utilização da força de trabalho humano, que foi substituído pela mecanização e quimificação das lavouras, ou seja, o processo de “revolução verde” ou modernização da agricultura, o que ocorreu na região uma década mais tarde que em outras regiões do estado.
Como conseqüências principais tivemos o grande êxodo rural e o abandono das áreas não mecanizáveis. Estas passaram pelo processo de sucessão natural, chegando algumas áreas ao estágio clímax da vegetação original, por se tratar de solos novos e com um grande banco de sementes, devido à preservação de áreas nativas.
A estimativa de área utilizada para agricultura e pecuária, segundo dados da Emater/IBGE, para o ano de 2007 em Taquaruçu do Sul é de aproximadamente 5.380 ha, tendo uma substituição de áreas de lavouras por áreas de pastagens, devido o avanço da bovinocultura de leite.

Zoneamento ambiental
De acordo com a vegetação, clinografia, usos do solo, ocupação e tipos de solo, o município foi dividido em cinco regiões.

- Zona com maior estabilidade ambiental relativa – ZMEA
A região se caracteriza pelo alto índice de cobertura vegetal, predominando mata nativa, com considerado baixo uso agrícola do solo. Esta característica permite uma maior estabilidade ambiental, mesmo sendo uma região com bastante declividade.
Este ambiente é circundado pelos rios Fortaleza e Guarita e possui uma área contínua de mata nativa, fatores estes que se considera determinantes.

- Zona com média fragilidade ambiental relativa – ZMEF
Região com cultivo agrícola intensificado, com solos planos e ondulados, favorecendo as práticas de conservação. Nesta área há pouca vegetação permanente e nativa.

- Zona com maior fragilidade ambiental relativa – ZMAF
Essa região possui acentuada declividade, associada ao uso do solo para práticas agrícolas.
Em termos de relevo, assemelha-se a ZMEA, porém com menor cobertura vegetal permanente, o que a caracteriza.
Percebe-se que há tendência de aumentar a área de vegetação, devido à dificuldade de cultivo que acarretado o êxodo rural e o abandono de áreas, favorecendo o desenvolvimento da vegetação permanente e a regeneração de áreas, gerando uma maior estabilidade.

- Zona Urbana – ZU
Caracteriza-se por estar em uma área plana, com solo profundo, e nas principais nascentes do município. Isso gera uma alta instabilidade ambiental, pelo alto potencial poluidor da área urbana.

- Zona de Expansão Urbana – ZEU
Esta zona foi demarcada pela tendência preferencial de expansão, no sentido de gerar menor impacto ambiental, e também por ser uma área de relevo plano.

Fatores Bióticos

Vegetação
A vegetação nativa do Município ocupava originalmente, todo o território, mas foi sendo modificada com a introdução de diversas atividades antrópicas.
Segundo informações da Fundação SOS Mata Atlântica (2005), o cenário original do Município de Taquaruçu do Sul era representado em sua totalidade pela floresta estacional decidual e floresta ombrófila mista,.
Taquaruçu do Sul foi paulatinamente desenvolvendo-se, sendo o Município essencialmente agrícola, predominando pequenas propriedades, onde a maioria da população dedica-se a agricultura e a pecuária que são a base de sustentação econômica. Para poder praticar as atividades produtivas tradicionais, tanto na zona rural, como na zona urbana, foi necessário devastar grande parte do ambiente natural, modificando a paisagem (SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, 2002).
Dados atuais revelam que a floresta estacional decidual encontra-se quase totalmente desmatada, dividida em povoamentos florestais, dentre os quais muitos encontram-se por vezes alterados e descaracterizados pela remoção seletiva de espécies arbóreas de maior interesse econômico (PERINI, 2005).

Fauna
Originalmente, diversas espécies de animais habitavam o território do município de Taquaruçu do Sul e região.
Com o início da colonização (desmatamento), ocupação das terras e urbanização, houve uma gradativa redução na tão vasta e rica fauna existente. Os animais foram diminuindo à medida que aumentava a caça predatória e desmatamento, quando os mesmos migravam para outros locais, devido à alteração em seu habitat natural. Acredita-se que algumas espécies chegaram à extinção.
Atualmente, encontramos na fauna de nosso município muitas espécies, dentre eles, inúmeros insetos e pequenos animais.

DIAGNÓSTICO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS NO MUNICÍPIO DE TAQUARUÇU DO SUL

Esgotamento Sanitário
Na área urbana, atualmente não existe rede de esgotamento sanitário, sendo que o destino é fossa e/ou sumidouro, porém, está em fase de implantação a rede de esgotamento sanitário e estação de tratamento, que atenderá aproximadamente 80 % das residências.
Na área rural, estima-se que a maioria das residências possui fossa séptica e/ou sumidouro para o destino dos dejetos e águas servidas, tendo um intenso trabalho de orientação das Agentes Comunitários de Saúde.

Resíduos sólidos
Com relação aos resíduos sólidos produzidos pela população taquaruçuense, mesmo após campanhas educativas a coleta do lixo domiciliar e industrial ainda não é totalmente seletiva. Contudo, está sendo implantado um sistema de coleta do lixo reciclável e contaminado, que é recolhido por uma empresa terceirizada e o destino é a usina de reciclagem gerida pelo Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos – CIGRES, localizada no município de Seberi, distante a 8 km de Taquaruçu do Sul. A licença de operação da empresa é a Nº 9304/2006-DL.
Os resíduos orgânicos (lixo úmido) não são recolhidos e devem ser destinados a realização de compostagem. Na campanha que está sendo divulgada há informações sobre como desenvolver esta prática e, além disso, a equipe técnica da Secretaria Municipal de Agricultura e Emater está orientando as pessoas que necessitarem.
Na área rural do município, a Prefeitura Municipal realiza um roteiro de recolhimento do lixo seco uma vez por mês. Depois de recolhido o destino é o mesmo do lixo urbano. O recolhimento das embalagens de agrotóxicos encontra-se restrito apenas às empresas fumageiras e o restante é coletado anualmente através de uma parceria entre empresas e entidades de assistência técnica.
O lixo hospitalar é recolhido pela empresa PRT de Santa Maria. A licença de operação da empresa é a Nº 3769/2006-DL.

Poluição Hídrica
Ao observar a situação dos recursos hídricos, pode-se constatar que o problema primordial e princípio de inúmeras formas de impacto ambiental é o desmatamento e uso inadequado das terras, que causam o assoreamento dos cursos d’água. Com a utilização de novas técnicas de cultivo, principalmente o plantio direto e pastagens perenes esse problema tem diminuído consideravelmente.
Contudo, atualmente o grande problema passa a ser a lixiviação de produtos químicos, de matéria orgânica e inorgânica provenientes de atividades agropecuárias, de residências e outros, causando uma poluição hídrica em patamares elevados, vindo a comprometer a biodiversidade da fauna aquática e a saúde da população em geral.

Poluição do solo
Com relação à poluição do solo, destaca-se o seu próprio uso e o manejo inadequado, seja pela utilização para culturas anuais com uso indiscriminado de agrotóxicos, seja pelo cultivo de pastagens para o gado (compactação). Além da utilização de máquinas agrícolas para seu preparo, o que também causa compactação.
Outro fator importante é a adubação incorreta, muito praticada no meio rural, onde a maioria dos agricultores insiste em fertilizar suas terras com dejetos, principalmente, oriundos da suinocultura, quando estes ainda não fermentaram o suficiente, vindo a ocasionar uma acentuada poluição no solo.
Ainda ocorrem algumas queimadas em pontos isolados do município, colaborando para a alteração na biota natural do solo.

Poluição do ar
Esta forma de poluição não é muito presente no município, porém ocorre alguns focos de poluição do ar, principalmente durante o uso de dejetos suínos, durante as queimadas – prática em desuso – e veículos automotores.






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